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O Scartezzini mais famoso nasceu em uma pequena vila no Vale Bergel, chamada Bondo, no cantão de Grisões (Graubünden), na Suíça. Bondo está localizada muito próxima à região do Trentino, na Itália (para ir de Bondo, na Suíça, para a província de Trento, na Itália, tem-se apenas que cruzar a fronteira). Bondo é a vila onde Giovanni Andrea Scartazzini nasceu no século XIX (sua casa pode ser visitada ali, junto com a casa de Alberto Giacometti, o mundialmente famoso pintor). |
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De fato, há poucos Scartezzini que vivem nas grandes cidades da Suíça, o que não acontece em Bondo onde a maior parte da população é Scartezzini ! Ali há até um museu que apresenta alguns dos migrantes Scartezzini nos países da Europa, bem como a história de Bergel.
Muitos dos Scartezzini (ou Scartazzini) ainda vivem em Bondo (Bregalhia), Suíça, uma pequena vila no Sul dos Alpes onde provavelmente surgiram por volta da época da Renascença, provavelmente provenientes da cidade italiana de Florença, como é confirmado por pesquisas históricas. A vila de Bondo é localizada em um antiga estrada romana, protegida por uma torre de defesa, que aparece na bandeira histórica dos Scartezzini, bem como em seu brasão. |
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Os Scartezzini (ou Scartazzini) eram patrícios de Bregalhia; os moinhos do vale pertenciam à família nos tempos antigos, como conseqüência disto eles construíram uma casa esplêndida na Bregalhia (la Casa Scartazzini), próxima ao castelo do poder aristocrático do vale: a família De Salis. A casa dos Scartazzini pertence hoje a um braço da família que vive em Lausanne.
O museu de Bregalhia tem alguns dados sobre os Scartezzini (incluindo uma maquete de uma padaria em Paris pertencente a um Scartassin, emigrou para a França quando o vale foi assolado pela fome). |
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A HISTÓRIA DE BONDO |
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De certo modo, Bondo pertenceu ao mesmo estado criado em 1524: A "República Independente das Três Ligas" (a Liga da Casa de Deus, a Liga das Dez Jurisdições e a Liga Cinza). As três são vistas nos três diferentes tons da cor cinza da figura, a mais escura como sendo as regiões sob controle do estado das Três Ligas. Este é o mapa das Três Ligas de 1512 a 1797. Observe que o Tirol (Áustria) e uma fração da região do Trentino (Itália) pertencem à república independente (Bondo não está longe do centro). |
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Neste mapa ao lado (clique para ampliar), do Estado Livre da Raécia (Estado Rético Livre) Mapa extraído do site http://geog.tamu.edu/~prout/Chapter2.htm, de "SWISS-ROMANSH - A Geographical Perspective" "Cultural Preservation in the Romansh Landscape: A Geography of the Romansh Movement" http://geog.tamu.edu/~prout/Rumantsch.html por Erik Prout (http://geog.tamu.edu/~prout/). Visite também http://pt.wikipedia.org/wiki/Germânia_Superior e http://en.wikipedia.org/wiki/Rhaetia. E neste mapa você pode ver a "República Independente das Três Ligas" (1618), com o Vale Pregalhia e com Bondo no centro (assinalado em vermelho). Como você pode ver o Tirol (na Áustria) e uma fração do Trentino (na Itália) estavam sob o controle deste estado independente, que sobreviveu à invasão da Suíça por Napoleão Bonaparte em 1797, que criou a República Helvética envolvendo quase todos os cantões suíços. |
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O estado das Três Ligas esteve então sob influência da Reforma, a qual se iniciou no centro da Suíça por Martinho Lutero (1483-1546) e por Zwinglio (1484-1531). Como os reformistas, que se tornaram protestantes, se opunham ao papa e a muita da tradição da igreja Católica. A maioria dos membros do estado das Três Ligas adotaram a Reforma, trazendo algumas novas reformas sociais. Em 1512 as Três Ligas que dominavam a área levaram a Reforma mais ao sul até à cidade italiana de Chiavenna e à Valtelina. |
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Logo surgiu a contra-reforma em Roma, Itália, mesmo com a ajuda dos espanhóis, com um paroxismo em 1620, a Inquisição, fazendo com que muitos "novos" protestantes da Itália fugissem e se pusessem a salvo nos vales das Três Ligas. Esta é a razão pela qual a Bregalhia fala italiano e não alemão (ou a língua rética). De fato, é possível que esta seja a razão pela qual os Scarte(a)zzini se mudaram para a Bregalhia. Porque a maior parte em Bondo e no Promontonho, eu não sei... talvez porque estavam antes da Torre que garantia a segurança do vale (veja a figura) e pela qual, eles teriam que pagar impostos ao passar! Nesta figura você tem uma visão da torre que protegia o vale Bregalhia pelo Sul. Foi construída sobre uma antiga estrada romana que cruzava os Alpes. (Esta torre aparece no brasão dos Scartazzini). |
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BONDO, GRISÕES, SUÍÇA |
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Como eu disse, Bondo é uma pequena vila no vale de Bergel (Grisões), Suíça, localizado bem perto da região do Trentino, na Itália. É necessário apenas cruzar a fronteira da Suíça para a Itália para ir de Bondo para Trento! Aqui você pode ver alguns mapas. |
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MAPAS |
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| Suíça e o distrito de Bergel | O Cantão dos Grisões | O Cantão dos Grisões |
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| Bondo na Suíça | Acima da Porta e Abaixo da Porta | Vale Bregalhia |
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| Bondo | Vale Bregalhia e Bondo | Vale Bregalhia e Bondo |
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OS SCARTEZZINI NA BREGALHIA |
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Os Scartezzini não eram nobres, mas "patrícios". A família nobre, senhores do Vale Bregalhia era os De Salis, que chegaram no vale no Século XIII. Os patrícios nos vales do Grisões, eram famílias ricas (mas não nobres) que regiam a política e as atividades agrícolas das vilas. Eles usualmente tinham um poder político sobre os outros habitantes e muitos privilégios sobre o restante da população, bem como bonitas e grandes casas. Suspeito que os Scartezzini eram donos do moinho, ao qual todos os agricultores tinham que pagar pelo seu uso (para preparar o pão). Veja a Figura. A bela "Casa Scartezzini" é localizada próxima ao moinho (não aparece na foto). | |
| O brasão da família é constituído pela Torre que era a porta do vale (localizada próxima à vila de Bondo), como pode ser visto em sua imagem no início deste texto. Aqui ao lado temos uma foto de uma sepultura de um Scartezzini's, em Bondo na qual consta a imagem do brasão. |
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O DISTRITO DE BERGEL |
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| Para o geógrafo, a parte do Bergel pertencente ao Grisões começa na Passagem do Maloja e termina no riacho conhecido como Lovero, abaixo de Castasenha. Do ponto de vista histórico-político, entretanto, como pode ser claramente visto a partir de um estudo das fronteiras deste distrito de fala italiana, ela vai além da Passagem do Maloja até o meio do Lago de Sils, no Vale Fedoz, e inclui a parte superior do Vale Madriser que geograficamente pertence a Avers. O fato de que as águas deste distrito fluem para três diferentes mares, i.e., o Mar do Norte, o Mar Adriático, e o Mar Negro, é certamente único. O Distrito de Bergel compreende as comunidades de Bondo, Casaccia, Castasenha, Solhio, Stampa e Vicosoprano. |
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O nome Bergell (Bregaglià em italiano) é derivado do nome da tribo Bergalei, o qual por sua vez é derivado da palavra celta "Berga", que significa "declive". Os Bergalei foram portanto "os habitantes das encostas". |
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| Como o vale controla uma grande parte do lado sul do Septimer e da passagem Julier/Maloja, pode-se assumir que ele foi estabelecido antes da época La Tène (450 AC até à conquista romana), da qual achados têm sido feitos. Há bons fundamentos para se crer que os romanos ocuparam Bergel antes da conquista da Récia, por volta de 15 AC. Achados romanos encontrados no topo do Septimer Pass e em vários lugares no vale provam o estabelecimento de Roma no vale. O Itinerarium Antonini, uma lista de postos romanos nas estradas datada do ano 3 dC, chama o Muro da Estação (comprovado por escavações), na rocha de Castelmur acima de Promontonho, de "Porta". Isto não apenas dividiu o vale politicamente nas jurisdições de Sopra Porta e Sotto Porta, como também forma uma definida barreira climática. (Veja no mapa ao lado, em destaque, nas cores vermelha e marrom). |
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São Gaudêncio, o mártir, levou o Cristianismo ao vale e o lugar de sua sepultura, situada de acordo com a lenda em Casaccia, foi um lugar de peregrinação muito freqüentado até os tempos da Reforma. Até o princípio da idade Média Bergel pertenceu ao território da cidade de Como, mas então começou a se separar do Sul e buscou conexão com a Récia; isto pode ser visto nos registros Carolíngios de propriedade de terras, nos quais o vale é listado como um separado "Ministerium Bergallia". Em 960 o Bispo de Chur se tornou o soberano senhor de Bergel como resultado de uma doação feita por Oto I. Em datas ainda muito remotas era possível às pessoas de Bergel adquirir alguns importantes direitos, e o contrato de comunidades da Liga da Casa de Deus elaborado em Zernez em 1367 assegurava às pessoas do Bergel o direito a eleger o seu próprio Podestà. Mesmo naquela época o vale era praticamente livre. A admoestação de Carlos IV aos seus príncipes e dignatários para que se fizesse uso da Passagem Septimer, e a melhoria da rota, realizada de acordo com a ordem do Bispo em 1387, trouxe um aumento do comércio e um ganho extra aos mercadores. A conquista da Vatelina pelo povo do Grisões em 1512 deu ao Bergel nova importância, e dificilmente é uma coincidência o fato de que o primeiro comissário de Chiavenna foi um homem do Bergel, Andreas von Salis, um membro da família Salis-Soglio, a qual tinha grande influência na política e tinha um longo registro de serviços no exterior. O sucesso da Reforma nas vilas de Bergel não foi apenas devido à influência do extremamente talentoso Bispo de Capo d'Istria, Pier Paolo Vergerio, mas pode também ser atribuída ao fato de que os Bispos de Chur eram usualmente alemães, ainda que os reformadores eram italianos. Durante as Guerras dos Grisões a Espanha bloqueou o suprimento de alimentos e atacou o povo do Bergel. Em 1628 a Peste (Peste Negra) trazida pelas tropas estrangeiras, provocou muitas vítimas. Depois do Tratado de Milão a lei a ordem retornaram, e nas décadas seguintes floresceu o comércio através das passagens. O povo de Bergel não foram poupados dos julgamentos por feitiçaria no meio do século XVII, e ali aconteceram cerca de 50 destes julgamentos. Na época da Revolução Francesa os austríacos ocuparam o vale no inverno de 1789/99; eles combateram os franceses na primavera de 1799 no Septimer e em Lobbia. A perda final de territórios pertencentes ao Grisões foi uma dura calamidade para Bergel, estando tão próxima a Chiavenna, e até mesmo a construção de uma nova estrada sobre o Julier e Maloja por volta de 1820 não foi capaz de compensar esta perda. De acordo com a velha divisão do país datada de 1535 havia duas jurisdições no vale, Sopra Porta and Sotto Porta, que formavam a Alta Corte de Bergel. A nova divisão do cantão em 1851 estabeleceu o Distrito de Bergel, com as seis comunidades políticas já mencionadas. |
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PESSOAS FAMOSAS DO BERGEL |
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| Giovanni Andrea Scartazzini (1837-1901) de Bondo, foi por muitos anos um pároco em Fahrwangen. Ele se tornou famoso na Europa devido às suas publicações sobre Dante, e seu trabalho trouxe nova luz na pesquisa sobre a obra de Dante. Renato Stampa, um expert na obra de Scartazzini, o considera a maior personalidade de fala italiana no Grisões e um dos mais eminentes suíços de origem italiana. | ||
| Giovanni Giacometti (1868-1933) pintor de Bondo. Depois de estudar em Munique e Paris se estabeleceu em Stampa, onde teve parte ativa na vida da vila. Em Bergel e Engadine, Giacometti, que era amigo de Segantini, criou obras que dificilmente encontraram um paralelo na pintura suíça tanto em sua intensidade quanto em sua sensibilidade. Ele viveu para ver o dia em que aquilo pelo qual ele havia lutado com Hodler e Amiet inspirou e encorajou uma geração inteira de jovens artistas suíços. (G. Peterli) | ||
| Alberto Giacometti (1901-1966) escultor, da cidade de Stampa. Em 1922 foi para Paris, mas sempre passava o verão em Stampa onde seu pai, Giovanni, também vivia. Suas esculturas, cujas formas são surrealistas o fizeram famoso, e são consideradas suas obras mais originais. Ele é considerado como o mais importante escultor surrealista, e até mesmo um dos mais criativos artistas de nossa era. (G. Peterli) | ||
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BRASÃO |
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Brasão do Distrito: Prateado, íbex negro ereto com chifres com pés sobre uma seteira. Heráldica: A base negra do escudo em forma de seteira simboliza a antiga divisão do vale em Sopra e Sotto Porta, e refere-se a uma das mais notáveis características do vale, a "Müaia". O íbex e as cores são as da Liga da Casa de Deus, à qual Bergel pertencia. Cores do Distrito: Branco e preto. | |